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Partido de Reedificação da Ordem Nacional

O Partido de Reedificação da Ordem Nacional, ou Prona, foi um partido político brasileiro. O seu código eleitoral era 56 e suas cores eram o verde e o amarelo. Foi fundado em 1989 pelo médico cardiologista Enéas Carneiro, que foi o primeiro presidente da legenda. Suas propagandas partidárias no horário eleitoral gratuito tornaram-se distintas e famosas pela rapidez com que eram veiculadas, devido ao pouco tempo de que dispunha o partido e pelo uso da Quinta Sinfonia de Beethoven como trilha sonora.

Deputado federal recordista de votos, com mais de 1,5 milhão de votos em 2002, pelo estado de São Paulo, o fundador, Enéas Carneiro, tornou-se famoso pela sua forma de expressão contundente e aos brados, pela sua aparência rudimentar e excêntrica e pelo seu bordão – “Meu nome é Enéas! 56!” – no horário político televisivo brasileiro. Candidatou-se à presidência do Brasil em 1989, 1994 e 1998, tendo obtido 4 671 457 votos em 1994 e ficando à frente de lideranças políticas influentes e tradicionais, como Leonel Brizola (PDT), Orestes Quércia (PMDB) e Esperidião Amin (PPR).

Doutor Eneas Carneiro

 

Ideologia

Oficialmente, o partido se proclamava patriótico e independente das correntes políticas tradicionais. Já os críticos, enxergavam uma sigla ultranacionalista, e de extrema-direita. Seus seguidores, no entanto, consideravam-no simplesmente patriótico, nacionalista e estatista. Eram conhecidos por suas posições em assuntos polêmicos como, por exemplo, a defesa da pesquisa nuclear bélica.

Enéas considerava a classificação esquerda-direita como obsoleta e se definia como um defensor do estado nacional soberano.

 

Saude Educação Moradia Respeito e Prisão para os Corruptos

 

Dissolução

Para contornar as restrições impostas pela cláusula de barreira da legislação eleitoral que começaria a vigorar, no Congresso Nacional, a partir da legislatura de 2007, o partido se fundiu, em 24 de outubro de 2006, com o PL, criando o Partido da República. À época, o partido havia eleito, para início de mandato em 2007, dois deputados federais: Suely Santana da Silva (RJ) e Enéas Carneiro (SP). Cumpriam mandato na data: Elimar Máximo Damasceno (SP) e Enéas Carneiro. Os outros quatro deputados federais eleitos pelo Prona, todos fundadores do partido, já haviam se filiado ao PP e ao PL em 2003.

 

Planos de refundação

O sindicalista fluminense Marcelo Vivório declarou, ao final de março de 2015, que já conseguira mais de 200 mil assinaturas, das 500 mil necessárias, para a refundação da legenda. Ele conta que grandes figuras da atinga sigla, como a Dra. Havanir Nimtz, teriam manifestado interesse na iniciativa que ele lidera.

Ordem e soberania nacional continuariam sendo a principal tônica do novo Prona, mas o grupo ainda não definiu quais seriam as demais pautas do partido, sinalizando um posicionamento mais flexível em relação a temas como o casamento gay e legalização do aborto. No ano seguinte, entretanto, Vivório voltou atrás e, por meio do blogue da nova sigla, posicionou-se no sentido contrário a esses dois assuntos por entender que afrontariam o artigo 5.º da constituição brasileira de 1988.