Unidas pela reeleição de Lula
No último sábado, o centro de Florianópolis se transformou em um espaço de luta e resistência, quando um grupo significativo de mulheres marchou pela reeleição do presidente Lula e em defesa dos direitos ameaçados das mulheres. Organizada pelo 8M Santa Catarina, a manifestação reuniu uma diversidade rica de expressões artísticas e culturais, refletindo a essência do movimento feminista. Com cartazes que clamavam por liberdade e segurança, as participantes reafirmaram seu compromisso com a democracia e a autonomia sobre seus corpos, enfatizando a importância de não retroceder nas conquistas já alcançadas.
A passeata, que partiu do Largo da Alfândega, reuniu manifestantes que entoavam gritos de ordem, como “Eu quero livros e não fuzil”, em clara alusão às ameaças que a vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar para a democracia e os direitos humanos. O evento destacou o papel das mulheres na luta política e social, principalmente em um momento tão crítico às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
Memórias da repressão e os riscos atuais
No ato, histórias de repressão e resistência vieram à tona, como o testemunho de Célia Maria Pereira, uma professora de piano de 83 anos que viveu os horrores da ditadura civil-militar. Seu relato trouxe uma perspectiva alarmante sobre o que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia significar, evocando os dilemas de um passado que não deve se repetir. Célia contou como foi presa por simplesmente exercer seu direito de se manifestar, e seu temor agora é que a opressão e a perda de liberdade voltem a fazer parte do cotidiano brasileiro.

A manifestação também incluiu performances simbólicas, como uma alusão ao livro “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, que ilustra os perigos de regimes totalitários, especialmente para as mulheres. Essas apresentações chamaram a atenção para a exploração e a vulnerabilidade das mulheres no atual contexto social, com menções a casos recentes envolvendo figuras de poder e evidências de exploração sexual de refugiadas.
Os direitos das mulheres foram uma prioridade nas falas e nas mensagens transmitidas durante a marcha, expressando a urgência da luta por igualdade, não apenas em termos de direitos, mas também em relação à dignidade e respeito no ambiente de trabalho e na vida cotidiana. As participantes deixaram claro que a jornada pela equalização salarial e pelo combate à violência de gênero ainda requer muita luta e união.
A luta pelos direitos das mulheres
A marcha em Florianópolis simbolizou também uma defesa clara dos direitos trabalhistas, especialmente no contexto da recente aprovação do fim da jornada 6X1 no Senado. As mulheres presentes destacaram a importância de eleger Lula para que direitos conquistados não apenas sejam preservados, como ampliados. Gabriela Valença, uma empregada doméstica, enfatizou o impacto positivo das políticas implementadas durante os governos anteriores de Lula, que trouxeram avanços significativos para sua categoria e garantiram direitos agora fundamentais.
Representantes do 8M Santa Catarina ressaltaram a necessidade de continuar a luta por políticas públicas que combatam a violência de gênero e que fortaleçam a autonomia feminina. Durante a manifestação, elas expressaram a convicção de que a reeleição de Lula é crucial para assegurar que os direitos das mulheres sejam respeitados e ampliados, pois ainda há muito pela frente para garantir verdadeira equidade de gênero na sociedade.

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.
