O escritório de advocacia do candidato a presidente Flávio Bolsonaro recebeu R$ 1,32 milhão por atuar na defesa de Tunay Pereira Lima, sócio do Faraó dos Bitcoins. O dinheiro foi liberado após a defesa obter uma decisão judicial em um caso de pirâmide financeira.
Pagamento ao escritório de Flávio Bolsonaro
O escritório de advocacia do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 1,32 milhão por atuar na defesa de Tunay Pereira Lima, que é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o sócio oculto do Faraó dos Bitcoins, Glaidson Acácio dos Santos. Flávio recebeu esse valor antes mesmo de formalizar um pedido de habeas corpus, que foi o único ato identificado no processo relacionado.
O pagamento ao escritório Gavioli, Viola & Gomes foi justificado pela defesa de Tunay, e a quantia foi liberada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. A juíza Rosália Monteiro Figueira autorizou a liberação, determinando que uma parte dos recursos apreendidos de Tunay fosse destinada ao pagamento de honorários advocatícios, conforme a lei 8.906/1994, que é conhecida como Estatuto da Advocacia.

Esquema do Faraó dos Bitcoins
O Faraó dos Bitcoins, Glaidson Acácio dos Santos, ficou famoso por liderar um esquema de pirâmide financeira através da GAS Consultoria, que se apresentava como um investimento em criptomoedas. Prometendo lucros exorbitantes de 10% ao mês, a empresa alegava que os fundos dos clientes eram aplicados em operações lucrativas envolvendo bitcoins.
O esquema, que operou entre 2015 e 2021, movimentou aproximadamente R$ 38 bilhões antes de ser desarticulado pela Polícia Federal. Tunay, sócio do Faraó dos Bitcoins, e Glaidson foram apontados como os principais alvos da Operação Kryptos, que investigou as irregularidades financeiras da GAS Consultoria. O impacto do esquema foi significativo, com uma lista de mais de 77 mil credores registrados, e algumas estimativas sugerem que até 300 mil pessoas podem ter sido indiretamente afetadas.
Após a condenação de Glaidson a 19 anos e 2 meses de prisão por corrupção e formação de organização criminosa, o caso continua a gerar repercussões jurídicas. Enquanto isso, Tunay Pereira Lima permanece como uma figura central no desdobramento das investigações e processos judiciais envolvendo o Faraó dos Bitcoins.
Flávio Bolsonaro, ao ser questionado sobre sua atuação no caso, não forneceu respostas claras sobre os reais motivos e detalhes de sua participação na defesa de Tunay, o sócio oculto do Faraó dos Bitcoins.

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.
