Ato pela democracia na Avenida Paulista
No último domingo (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, participou de um grande ato na Avenida Paulista, em São Paulo, onde convocou seus apoiadores a realizar uma mobilização de eleitores que não compareceram ao primeiro turno. Este evento, denominado Marcha pela Democracia, reuniu uma diversidade de militantes, estudantes, artistas e lideranças políticas, com o objetivo de intensificar a mobilização para o segundo turno das eleições, programado para o dia 25 de outubro.
A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro, candidato adversário, ter terminado o primeiro turno na frente de Lula, gerando a necessidade de reverter o clima de desânimo entre a militância. Durante seu discurso, Lula enfatizou a importância de dialogar com os 30 milhões de eleitores que se abstiveram de votar, principalmente com aqueles acima de 70 anos, cuja participação eleitoral é facultativa.
Prioridade para diálogo com eleitores ausentes
Lula ressaltou que é dever deles, enquanto apoiadores, conversar com aqueles que não se sentiram motivados a exercer seu direito de voto. Ele citou que muitos desses eleitores têm famílias que também são impactadas pelas decisões políticas e que é crucial convencê-los a participar. O presidente destacou: “Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar”.

O ato começou por volta das 11h nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, até as 14h, já ocupava amplas áreas da Avenida Paulista. A concentração de manifestantes também foi substancial em estações do metrô, evidenciando a mobilização de eleitores que pretendem garantir a participação no segundo turno das eleições. A atividade foi organizada por diversas entidades, incluindo a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), entre outras.
Entre as figuras políticas presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin e outros líderes de partidos de esquerda, que se juntaram na luta pela mobilização de eleitores. Lula reconheceu em discussões anteriores a determinadas falhas na organização de sua campanha durante o primeiro turno, indicando que esperava uma mobilização mais forte.

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.
