O grupo Educação em Ação, ligado a gestores de Jorginho Mello, promove mensagens com teor nazista em Santa Catarina.
Formado por integrantes do governo bolsonarista, o grupo expõe comunicação de intimidação e discursos de ódio contra colegas que não se alinham ao extremismo.
Com registros de mensagens ameaçadoras e separatistas, profissionais da educação expressam temor diante das pressões políticas e ideológicas.

As ações do grupo estão sendo monitoradas, evidenciando como a educação está sendo afetada pelo extremismo político na atualidade.
Ameaças e comunicação de ódio
O ambiente educacional em Santa Catarina enfrenta uma série de intimidações e ameaças que manifestam vínculos com o nazismo e ameaças na educação de Santa Catarina. Um grupo de gestores associados ao governo de Jorginho Mello, intitulado Educação em Ação, tem promovido mensagens com teor extremista e ameaçado colegas que não aderem a essas ideologias. Relatos indicam que esse grupo não apenas organiza eventos de campanha, mas também dissemina discursos de ódio em relação a figuras históricas e intelectuais da educação, como Paulo Freire e Antonio Gramsci.
Entre as comunicações ofensivas, um membro do grupo fez alusão ao nazista Adolf Hitler com a mensagem “Hans, Liga o Gás”, sendo essa uma frase que remete a práticas de extermínio durante o Holocausto. Essas mensagens circulam em um contexto em que o extremismo ideológico está se tornando cada vez mais comum, gerando um clima de medo e repressão dentro das instituições educacionais.
Contexto da formação do grupo
O grupo Educação em Ação foi estabelecido em maio de 2026 e sua criação está atrelada à tentativa de fortalecer uma agenda política de alinhamento ao bolsonarismo na educação, especialmente após a reeleição de Jorginho Mello. Com integrantes que variam de gestores a trabalhadores da educação, o grupo revela um plano de coação, onde aqueles identificados como “esquerdistas” ou relacionados a ideologias contrárias são alvo de perseguição. O clima é de vigilância, onde profissionais afirmam que as suas posições políticas já resultaram em intimidações e cobranças para participarem de eventos políticos, sob pena de perda de emprego.
A atuação desse grupo caracteriza um retrocesso no que diz respeito à liberdade de expressão e ao pluralismo de ideias, fundamentais para um ambiente educacional saudável. O cenário se agrava com o apoio explícito do governo estadual, que se utiliza do aparato público para propagar uma ideologia de exclusão ideológica e política.

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.
