A vitória de Lula nas eleições brasileiras se traduz em uma esperança renovada contra a extrema direita, destacando o Brasil como um novo herói antifascista global.
Em meio a celebrações, partidos de esquerda e veículos de mídia progressistas ao redor do mundo parabenizam o Brasil pela derrocada da família Bolsonaro e a resistência social demonstrada.
As manifestações de apoio internacionais, como as de políticos e ativistas, transformam o gesto “fazer o L” em um símbolo global de resistência e união contra o fascismo.

Comemorações internacionais após a vitória de Lula
A vitória de Lula nas eleições brasileiras trouxe uma onda de celebrações em diversos países. O partido alemão Die Linke, por exemplo, publicou nas redes sociais, logo após as eleições, uma mensagem exaltando a esperança gerada por essa conquista: “A vitória de Lula nos dá esperança e mostra que é possível derrotar a extrema direita!”. Essa euforia foi compartilhada amplamente, com a imprensa progressista internacional repercutindo esse sentimento.
Na Alemanha, o jornal Taz destacou a resiliência do Brasil, com a frase “Brasilien bleibt stabil” (algo como “o Brasil continua firme”). Já o jornal catalão El Punt Avui estampou em sua capa: “O Brasil resiste!”. Tais publicações demonstram o reconhecimento global sobre a importância dessa vitória, que coloca o Brasil em uma posição de destaque como símbolo de resistência antifascista.
O papel das redes sociais na mobilização
As redes sociais desempenharam um papel crucial na mobilização para a vitória de Lula. Entre os protagonistas dessa estratégia estava o deputado federal André Janones, que criou o grupo de Whatsapp intitulado Exército do Lula. Esse grupo foi fundamental para contrabalançar a influência da extrema direita nas mídias sociais, área que anteriormente era dominada por essa vertente.
O sucesso da campanha digital no Brasil gerou interesse em outros países, onde grupos semelhantes começam a surgir. Em diálogos nas redes, jovens brasileiros compartilham suas experiências e estratégias com progressistas da França, Espanha, Argentina e até Japão, promovendo um intercâmbio de táticas que já traz resultados visíveis.
Solidariedade internacional e troca de experiências
Esse fenômeno de solidariedade internacional se intensifica no X, onde brasileiros e estrangeiros dialogam sobre as estratégias que levaram à vitória de Lula. Os jovens brasileiros aconselham colegas de outros países a não interagir com conteúdos de extrema direita e a se mobilizarem de forma coletiva. Um jovem antifascista francês, por exemplo, escreveu: “Vamos fazer como os brasileiros. Não podemos mais engajar em post da extrema direita”.
A campanha de Pedro Sánchez, na Espanha, também se animou com a vitória do Brasil. Durante um comício, Sánchez mencionou: “Vamos fazer o mesmo que Lula fez no Brasil. O mundo está olhando para nós. Se o Brasil pode, nós também podemos”. Essa troca de experiências ressalta a ideia de que o sucesso brasileiro é um exemplo a ser seguido em outras democracias ameaçadas pela extrema direita.

Técnico em guia de turismo; Estudante de Jornalismo, editor e revisor.
