Moraes arquiva inquérito contra Monark a pedido da PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou o inquérito contra o youtuber Monark em 28 de outubro de 2026, após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação se referia à suposta desobediência a uma decisão judicial relacionada ao 8 de janeiro de 2023, quando Monark questionou a lisura das eleições de 2022.

O youtuber Bruno Aiub Monteiro, mais conhecido como Monark, teve suas contas bloqueadas pelo ministro em junho de 2023 devido ao descumprimento de medidas cautelares impostas.

inquérito contra Monark

O arquivamento foi defendido pela PGR, que citou a aplicação de multas e a efetiva aplicação de punições ao influenciador pelos atos de desobediência.

Arquivamento do inquérito

No último dia 28 de outubro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o inquérito contra o youtuber Monark. Esta ação foi realizada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou a improcedência da investigação, que analisava possíveis casos de desobediência a decisões judiciais relacionadas ao evento de 8 de janeiro de 2023.

O inquérito em questão investigava declarações feitas por Monark que questionavam a integridade do processo eleitoral realizado em 2022 no Brasil. De acordo com informações anteriores, Moraes já havia tomado medidas em junho de 2023, como bloquear as contas do influenciador em plataformas como TikTok, YouTube e Instagram, e imposto multas diárias devido ao descumprimento de uma ordem judicial.

Desobediência judicial e multas aplicadas

A abertura do inquérito sobre Monark foi motivada por sua reiterada postura pública de duvidar da lisura das eleições, além de questionar a atuação de órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral e o próprio STF. Em seu depoimento à Polícia Federal, Monark expressou claramente sua intenção de desrespeitar ordens judiciais, o que culminou na aplicação de multas da ordem de R$ 300 mil, resultantes de descumprimentos diários avaliados em R$ 10 mil.

Por fim, a PGR justificou seu pedido de arquivamento do inquérito contra Monark com o argumento de que as penalidades já impostas demonstravam a efetiva punição pelos atos de desobediência. O caso levantou discussões sobre os limites da liberdade de expressão e as responsabilidades dos influenciadores na esfera pública, especialmente em relação a temas sensíveis como a democracia e a legitimidade das instituições brasileiras.